Sábado, 23 Setembro 2017

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Jovens começam a viver experiência da JMJ

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JMJ 2016As ruas de Cracóvia estão enfeitadas para a semana que começa hoje. Nesta segunda-feira (25), peregrinos dos cinco continentes começaram a chegar a Cracóvia. Os trens que costumavam chegar a cada meia hora na estação central da cidade, passaram a chegar a cada cinco minutos carregados de rostos coloridos, de vozes cantando a grande festa que está por vir.

Ate o final de semana passado, era difícil encontrar brasileiros, por exemplo, em Cracóvia. O melhor lugar para encontrá-los era no centro de voluntários. Mas, agora, eles estão por todos os lados, com suas bandeiras. E isso não se aplica apenas ao Brasil, mas também às demais nacionalidades – há jovens de cerca de 187 países inscritos, totalizando mais de 356 mil peregrinos cadastrados no sistema. Para além dos peregrinos cadastrados, a expectativa é de um milhão e meio de jovens.

As ruas, antes silenciosas diante da “frieza” histórica dos poloneses, começaram a ecoar gritos, hinos, de modo que e impossível não ouvir os cantos dos grupos de jovens que se encontram. A misericórdia é o grande tema que os peregrinos são chamados a viver durante esses dias.

Um dos brasileiros presentes, Marcelo Assis, participa da JMJ pela primeira vez. Ele está entusiasmado, encantado diante da comunhão e da diversidade. E incrível ver que tantos outros jovens mundo afora professam a mesma fé que eu, que acreditam nas mesmas coisas e vivem de formas tão diferentes”, diz.

Chegada
Esta segunda-feira constava na programação oficial como “chegada”. Como a maioria dos peregrinos de fato chegou hoje, havia várias filas para entrega dos kits dos peregrinos (que contém toalha, pulseira, lenço multifuncional, livros de espiritualidade, guias da cidade e ‘moedas’ do evento que podem ser trocadas por refeições em alguns estabelecimentos).

O dia foi para chegada, ambientação, passeio e início da experiência que uma JMJ causa. Um dos principais pontos de encontro dos jovens é a praça do mercado central. Os comerciantes locais pareciam surpresos por verem tantos jovens reunidos num mesmo local. Viam, ali também, uma oportunidade de negócios.

Dificuldades
Mas nem sempre, tudo é festa. Muitos poloneses não se sentem seguros com a Jornada Mundial da Juventude. Acham que o evento aumenta o risco de violência e terrorismo. Pelo olhar de alguns, é possível notar certo incômodo, também porque suas rotinas estão sendo modificadas e há gente por todo canto.

No entanto, a polícia reforçou a segurança. O ministro do interior da Polônia fez questão de afirmar que o país está tomando medidas necessárias e que novas operações estão sendo feitas. “Esses peregrinos são convidados do papa Francisco, mas, sobretudo, são nossos convidados. O que eles experimentam na Polônia, as impressões que eles têm da Polônia vão, no futuro, definir nossa reputação mundo afora”, afirma Mariusz Blaszczak.

Há também a barreira natural do idioma – o polonês. Não é fácil encontrar quem consiga se comunicar com em outra língua que não seja o polaco materno. No transporte publico, principalmente, é comum se confundir nas primeiras vezes, em que o sistema é diferente de muitas cidades brasileiras. No entanto, uma vez entendido o sistema, com um mapa e um GPS em mãos, é possível se locomover com certa rapidez, mesmo com os nomes impronunciáveis de ruas ou paradas e sem ajuda do motorista. Em caso de dúvida, ha voluntários para ajudar.

Outra dificuldade encontrada por peregrinos e voluntários á encontrar locais que aceitem os tickets de refeição da JMJ. Ate o momento, ha poucos locais credenciados no evento, comparando com outras edições da JMJ.

Gratidão
Outro sentimento presente dentre os peregrinos é o de gratidão, de reconhecimento da providência divina, uma vez que vários países enfrentam crises financeiras, como Brasil e Portugal), situações politicamente delicadas (como Síria e China) e outras particularidades. Vários peregrinos contam que “é uma honra estar na Polônia e participar da JMJ”.

O pais já havia sediado a sétima Jornada Mundial da Juventude, em Czeztochowa, em 1991, a primeira na Europa livre do comunismo. O pais é a terra de Santa Faustina, São Joao Paulo II e vários outros santos e beatos.


Texto e foto: Felipe Rodrigues, de Cracóvia.